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Rodrigo Caetano faz balanço do primeiro ano no Fluminense

 

Rodrigo Caetano faz balanço do primeiro ano no Fluminense

O diretor executivo Rodrigo Caetano completa um ano a frente do Fluminense Football Club e concedeu uma entrevista ao jornal Lance, onde fez um balanço de seu trabalho até o momento.

O dirigente destacou os projetos para a temporada 2013, após um vitorioso ano de 2012, com o título Estadual e Brasileiro, Rodrigo espera ainda mais títulos esse ano.

Confira na íntegra a entrevista ao jornal Lance:

Realmente, o foco é a Libertadores em 2013?

Penso o seguinte: você priorizar, dar maior atenção à Libertadores, qualifica. Mas temos de ter cuidado para que o torcedor não interprete de forma equivocada. O Fluminense vai entrar para vencer, como faz em qualquer competição.

E como fazer para conquistar a competição?

Evitar falar em obsessão. Ano passado sofremos um gol no último minuto e fomos extremamente prejudicados na Bombonera, contra o Boca. Foi uma arbitragem horrorosa do Buitrago (árbitro colombiano). É o imponderável, que acontece em qualquer competição.

O imponderável incomoda?

Não conseguiria viver sem essa coisa da adrenalina dos jogos. Minha vida é isso aqui. Gosto muito é de competir. Ganhar é consequência do futebol.

Pensando em 2013, como está a montagem do elenco?

O próprio perfil dos atletas que a gente vem buscando já é uma solução. O objetivo é que se eleve um pouquinho o número de opções, já prevendo o aperto do calendário. Não vamos retomar um número excessivo de atletas, mas sim alguns para preencher o elenco e dar ao Abel mais opções. Fomos buscar no mercado atletas ainda em formação, em fase de afirmação fora, com potencial. Foi isso que o técnico Abel Braga pediu.

Como o Flu trabalha com tantos nomes sendo especulados?

O Fluminense tem hoje uma credibilidade no mercado, honra seus compromissos. Ao mesmo tempo, todo e qualquer tipo de jogador que é ventilado: se por um lado é bom, por outro você tem que dizer: ‘Olha, meu amigo, a realidade é outra, esses números estão fora de mercado’. É complicado.

Acredita que os jogadores são mais profissionais hoje em dia?

Melhorou muito. Hoje se tem um contrato de imagem no qual há compromissos com o clube, patrocinador… E tem que preservá-lo. Os atletas são bem mais informados. Melhorou o grau de instrução desses atletas, ao contrário de antigamente. Isso facilita o convívio.

Vê o futebol mais caro?

Vejo o seguinte: caro é aquele que não produz. Isso serve para o atleta, para o técnico, para o gestor… Se não produz, é caro, mesmo que receba pouco. A verdade é essa. Se torna barato, ou melhor, um bom investimento, quando o profissional dá retorno. É necessário medir pela produtividade do trabalho.

Falando em produtividade, como foi a renovação do Abel? Temeram pela saída dele?

Não, porque também acreditamos nele. Quando o procuramos para renovar, ele disse que a prioridade era o título. Depois iríamos sentar. Abel tinha o interesse de permanecer, e nós também queríamos isso. Claro que há o mercado. O procuramos várias vezes e ele sempre foi muito claro.

Em quase um ano de Flu, vê muitas diferenças para o Vasco?

Não gostaria de fazer uma comparação, até porque tenho uma imensa gratidão e carinho pelo Vasco. E após um ano também tenho essa gratidão e carinho pelo Fluminense, pela oportunidade. É difícil comparar. São características diferentes, origens distintas. Cada um tem seus pontos fortes e fracos.

O Flu está blindado. O vazamento de informação atrapalha?

Muito. Acho até que diminuiu bastante aqui no Fluminense. Atrapalha porque cria concorrência. Hoje você tem que chegar antes em determinado jogador. Tentamos de todas as formas privilegiar o sigilo. Há também os maus agentes, que ficam oferecendo o mesmo jogador. Eu mesmo recebo oferta de um jogador por cinco, seis agentes diferentes. Aí eu tenho uma planilha e digo: ‘Oh, você é o sexto’. Em uma semana, seis pessoas.

Se vê como inspiração para outros dirigentes?

Não especificamente. Nós temos a nossa associação de executivos do Brasil, que briga para capacitar melhor os que já existem e colocar outros tantos no mercado. A questão agora é expandir isso dentro dos clubes, não só no futebol. Acho que os outros departamentos, jurídico, marketing, financeiro, têm que ter profissionais também. Os cargos remunerados estão com suas funções delimitadas e respeitadas dentro da estrutura dos clubes.

Tem o sonho de trabalhar fora do Brasil? Na Europa?

Não vejo carência na Europa. Quem sabe no Mundo Árabe. Antes eles vinham aqui e levavam uma equipe multidisciplinar, para ensinar medicina, preparação física. Talvez aí sim, para um mercado que já não exista isso (diretor executivo). Seria um reconhecimento fantástico, de que aqui se pratica bem a gestão do futebol.

Como um clube deve agir na hora de negociar jogadores?

O que mudo no Brasil é que quem detêm o direito de ir e vir é o atleta, mas ele tem um vínculo. Se o atleta tiver contrato com determinado clube, diz a regra da ética, dos bons costumes, que você procure o clube primeiro. Mas se ele não tiver, se estiver aí por terminar contrato, é difícil afirmar qual deveria ser o determinado padrão.

É difícil dispensar um jogador? Como se faz isso?

Se você for transparente, falar a verdade, pode até ficar chateado contigo por um determinado tempo, mas depois vai entender que foi correto ao falar a verdade. Quando era atleta gostava que me dissessem a verdade. Elimina boa parte dos problemas.

Sobre Rodrigo Barros

Rodrigo Barros
Profissional de Marketing Digital, SEO e Mídias Sociais, gosta de poesia, música e filmes, é pai da Heloísa e claro, torcedor do Fluminense.

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