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Caso Thiago Neves: Amadorismo do jogador e do Clube.

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Fico impressionado que mesmo depois de toda profissionalização do futebol nos dias atuais, jogadores ainda cometam deslizes em momentos importantes e que os clubes não saibam lidar com a situação, como também não sabem blindar os atletas de sua falta de com senso.

Uma semana antes da estreia do Fluminense na Libertadores, o apoiador Thiago Neves ficou pelo menos dois dias sem treinar junto com os companheiros e ficou de fora da partida contra o Vasco da Gama, no sábado de carnaval. A alegação era de que o jogador estava com sinusite. Eu também sofro deste mal e sei o quão abatido fico quando estou doente, por isso não condeno a ausência do atleta.

No domingo de carnaval, o jogador que não havia atuado no sábado, esteve presente com sua esposa e os demais jogadores no camarote da patrocinadora na Sapucaí. Sempre muito bem disposto e sorridente, nem parecia que estava abatido pela doença ao ponto de não poder treinar e jogar nos últimos três dias. A primeira falha evidente do atleta, e a primeira falha do Clube que deveria preservar a imagem do jogador, solicitando que o mesmo evitasse tal exposição, ruim para ele e para o Clube, sem falar ainda nas questões óbvias de repouso.

Fomos surpreendidos minutos antes da partida contra o Caracas, na quarta-feira à noite, quando o Rodrigo Caetano anunciou que o atleta estava cortado da partida. Thiago teria se tratado sem a indicação do Departamento Médico, com um medicamento que continha corticoide, considerado proibido pela Conmebol, e se fizesse um exame antidoping, poderia ser punido por até dois anos. Até aí o Clube fez certo, por precaução evitando um mal maior e a irresponsabilidade seria única e exclusiva do jogador.

Ao defender a postura do atleta, Marcella Di Biase, esposa do jogador e sócia da empresa que hoje representa o mesmo, alegou que o jogador queria estar curado o quanto antes para poder jogar e que o “desespero” o fez ingerir a medicação proibida no domingo (3) . Se a informação da esposa de Thiago condiz com a realidade, o mesmo é ainda mais irresponsável do que já supomos. Por que ao invés de procurar um médico particular, não procurou o departamento médico do Clube?

O Fluminense sabia com antecedência do uso da medicação proibida, e ao invés de cortar logo o jogador e levar outro apoiador para a Venezuela, preferiu incluir o jogador na delegação, não levando nenhum outro atleta para a posição mesmo sob risco de ficar sem nenhum atleta para a posição e enviou um oficio à CBF na última quinta-feira (7), informando do uso da medicação e suas propriedades. Assim como teria enviado um ofício também à Conmebol, negado pela entidade. O Fluminense aguardou até o último instante um ofício da comissão de doping liberando o atleta para atuar. Como o documento não chegou, o atleta foi cortado.

Nenhuma entidade ou comissão de doping vai autorizar um atleta a entrar em campo sob efeito de medicamento irregular, por mais explicações que o Clube envie às entidades. E não precisa ser médico ou qualquer outro profissional de futebol para saber disso. Perde o atleta, perde a torcida e perde o Fluminense. Está na hora de jogadores e clubes aprenderem a lidar profissionalmente com questões mínimas no futebol, até porque recebem muito bem para isso.

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Sobre Rodrigo Barros

Rodrigo Barros
Profissional de Marketing Digital, SEO e Mídias Sociais, gosta de poesia, música e filmes, é pai da Heloísa e claro, torcedor do Fluminense.

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