O convívio familiar nem sempre é harmonioso, principalmente quando há um processo de separação em questão. E não muito incomum, nessa situação, ocorre a alienação parental, quando um dos genitores – ou a mãe, ou o pai – tenta afastar o outro genitor dos filhos. O efeito é mais destrutivo ainda quando tal situação ocorre durante a união dos pais. Desde 2010 uma lei foi sancionada em uma tentativa de solucionar problemas advindos de separações litigiosas. No Rio, há uma lei que vigora desde 2017, além de uma Campanha de Combate à Alienação Parental na Alerj. Dados do Tribunal de Justiça (TJRJ) revela que só em 2016 foram registradas 70 ações de alienação parental. Casos já passaram de 200 registros.
Levantamentos feitos a partir de decisões judiciais e depoimentos de vítimas mostram que as mães são apontadas com maior frequência como responsáveis por alienação parental, sobretudo em situações em que permanecem com a guarda predominante das crianças.
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Um levantamento de casos judiciais encontrou cerca de 71% de alienadores mães e 29% pais.
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Análises anteriores chegaram a estimativas próximas de 75% mulheres e 25% homens como alienadores identificados.
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Pesquisas sobre comportamentos alienantes também indicam que mães tendem a usar mais estratégias indiretas.
É cada vez mais evidente que muitas uniões vêm sendo corroídas por um modelo de relacionamento marcado pelo individualismo excessivo, pela falta de compromisso e pela baixa responsabilidade emocional, sobretudo por parte de um grande número de mulheres, muitas vezes sob o manto dessa narrativa distorcida de “empoderamento”. Também cresce a percepção de que a importantíssima Lei Maria da Penha, criada para proteger vítimas reais de violência, tem sido utilizada de forma leviana, o que acaba enfraquecendo sua credibilidade e, paradoxalmente, pode reduzir sua eficácia na prevenção dos feminicídios em vez de contribuir para evitá-lo.
Pesquisas recentes, porém de pouquíssima divulgação, apontam que cresce a cada dia a percepção de muitos homens sobre certos comportamentos femininos contemporâneos — como a desvalorização do vínculo conjugal, a banalização da traição como forma de vingança, o uso de sexo como moeda de troca e o uso dos filhos como instrumento de disputa após a separação — fatores que têm contribuído diretamente para o aumento dos conflitos familiares. Ignorar essas evidências por medo de parecer politicamente incorreto apenas impede um debate honesto, pois, se o objetivo é preservar a família e proteger os filhos, é preciso reconhecer que mudanças culturais recentes também trouxeram efeitos negativos que não poderiam jamais ser tratados como tabu.
Um caso relativamente recente, embora pouco divulgado, envolve um professor universitário de uma renomada instituição federal deste estado que conseguiu a guarda do filho, após comprovar judicialmente que a mãe apresentava comportamento suicida, indícios de transtorno de personalidade borderline e atitudes que colocavam em risco a integridade da criança. Também ficou demonstrado no processo que ela praticava alienação parental, tentando afastar o filho do convívio com o pai. Episódios como esse raramente ganham destaque na grande mídia, que muitas vezes privilegia outras abordagens sobre conflitos familiares, deixando situações desse tipo praticamente desconhecidas do público.
Conclui-se que a violência familiar e a instrumentalização dos filhos em disputas conjugais são fenômenos complexos, que não podem ser reduzidos a estereótipos simplistas sobre quem é sempre o agressor ou a vítima. Há situações em que pais são submetidos a agressões psicológicas, falsas acusações ou alienação parental, sofrendo em silêncio por medo de descrédito social ou de perder o convívio com os filhos. É essencial que homens e pais compreendam que não precisam suportar abusos calados nem aceitar a imagem de vilões que, por vezes, lhes é injustamente atribuída em contextos de conflito familiar. Buscar apoio jurídico, psicológico e institucional é um passo legítimo e necessário para proteger a própria dignidade e, sobretudo, o bem-estar dos filhos, que são os maiores prejudicados quando o conflito se transforma em instrumento de vingança.









