Com foco na autonomia financeira, na inclusão produtiva e no resgate da identidade ancestral, 24 alunas concluíram a formação do Curso de Tranças para Iniciantes nesta sexta-feira (6), em Macaé. As aulas ocorreram ao longo de três encontros, realizados na terça (3), quarta (4) e quinta-feira (5), reunindo também usuárias atendidas pelo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam). A capacitação foi promovida pela Secretaria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEMPIR) em conjunto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Transformação social e fortalecimento de vínculos
A cerimônia de encerramento e entrega de certificados evidenciou as tranças como símbolo de resistência, pertencimento e preservação cultural afro-brasileira. A formação abriu caminhos para que mulheres de diferentes perfis busquem inserção no mercado de trabalho ou invistam no próprio negócio.
Entre os casos marcantes da turma esteve a participação conjunta de Delfina da Silva Horacio, de 44 anos, e das filhas Maria Luísa Horacio, de 20 anos, e Izabela Santos da Silva, de 16 anos. Como já desenvolviam trabalhos caseiros de trança, as três aproveitaram as aulas para aprimorar técnicas e expandir o conhecimento, ilustrando como o aprendizado prático fortalece laços familiares e incentiva o empreendedorismo entre gerações.
Para quem teve o primeiro contato com a atividade, os resultados também foram celebrados. Diana Costa da Conceição, de 49 anos, moradora da Aroeira e auxiliar de serviços, ressaltou o “Desejo de participar de novas capacitações para aperfeiçoar os conhecimentos adquiridos.Amei tudo”, disse.
Moradora do Jardim Carioca, Analice Martins Rosa, de 42 anos, apontou o impacto econômico da oportunidade: “Aprender uma nova atividade representa a chance de desenvolver habilidades e conquistar novas perspectivas profissionais. Agradeço por essa oportunidade gratuita”, contou.
O alcance da ação beneficiou ainda imigrantes residentes na cidade. A artesã venezuelana Gledys Ascaino, que chegou ao Brasil há seis meses, manifestou entusiasmo com o acolhimento: “Estou maravilhada com as iniciativas promovidas pela Prefeitura. Estou tendo a chance de encontrar oportunidades de aprendizado e integração no município”, falou.
Valorização profissional e apoio institucional
Com quase duas décadas no ofício e cinco anos atuando como instrutora, Jheniffer Braga conduziu o treinamento e celebrou a troca vivenciada nas aulas: “Estou emocionada com a troca de conhecimentos proporcionada por essa experiência. Eu ensino e também aprendo com cada participante”, contou. A profissional estimulou a turma a seguir estudando e pontuou que “ A luta pelo reconhecimento e a valorização profissional precisam caminhar juntas”.
A solenidade contou com a presença da vereadora Liomar Queiroz, autora da Lei nº 5.546/2026, que oficializou o Novembro Negro no calendário municipal. A parlamentar parabenizou as alunas e a instrutora: “Parabéns pela participação de todas. Parabéns Jheniffer Braga pelo empenho, profissionalismo e dedicação ao trabalho desenvolvido, incentivando as participantes a manterem a garra e a disposição para conquistar novos espaços e horizontes”, destacou.
O titular da SEMPIR, Anderson Kayron, agradeceu o suporte dos colaboradores e da gestão municipal, pontuando que a parceria entre sociedade civil e poder público gera avanços concretos para a comunidade, além de convidar todos a manterem presença nas atividades da pasta.
Programação do Novembro Negro continua no município
As ações temáticas em Macaé continuam ao longo de todo o mês. No dia 11 de novembro, das 18h às 21h, ocorre a entrega do Prêmio Carukango 2026 no Solar dos Mellos. O cronograma prevê para o dia 12 uma palestra externa no Bloco A da Cidade Universitária, das 18h às 21h, além de atividade de conscientização na SIPAT,










