Por conta dos altos índices de casos de sarampo, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio das Ostras, na Baixada Litorânea, reforça o alerta à população sobre a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. A vacina é a única forma eficaz de prevenção contra o sarampo, doença altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo.
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que duas crianças foram diagnosticadas com sarampo em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Outros estados já apresentam casos da doença, aumentando a preocupação com a disseminação do vírus.
Sintomas exigem atenção
A população deve estar atenta a sinais da doença, como febre alta (acima de 38,5°C), manchas vermelhas no corpo (exantema) e lesões na boca (manchas de Koplick). Além disso, podem ocorrer tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite), nariz escorrendo ou entupido e mal-estar.
Caso alguém apresente sintomas suspeitos, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima e informar imediatamente o profissional de saúde para que medidas de isolamento e proteção sejam tomadas.
Vacinação é fundamental
Para conter o avanço do sarampo, a coordenadora de Vigilância em Saúde, Nirvana Braga, reforça que a vacinação é essencial.
“É fundamental que a população mantenha a adesão à vacina. Essa é uma responsabilidade coletiva; com a imunização, protegemos nossa saúde, a de nossos familiares e de toda a comunidade. A vacina é a principal barreira contra a doença e deve ser prioridade para todos”, enfatiza.
O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a Tetra Viral (que inclui varicela).
Além das crianças, jovens e adultos até 59 anos que não tomaram ou não completaram o esquema vacinal também devem se imunizar. Profissionais da Saúde, Educação e Turismo devem manter a vacinação em dia.
Quem não pode tomar a vacina
A imunização é contraindicada para gestantes, pessoas com imunossupressão devido a doenças ou uso de medicamentos e indivíduos com histórico de reações alérgicas graves a doses anteriores ou a componentes da vacina. Além disso, mulheres devem evitar a gravidez por 30 dias após a aplicação.
Onde buscar informações
Para esclarecer dúvidas sobre a doença, a população pode entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde pelo WhatsApp (22) 2771-2134.