O entregador de pizzo Juan Martins, de 24 anos, faleceu nesta quinta-feira (5) após permanecer internado por onze dias no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Nossa Senhora de Nazareth, localizado em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
Investigação policial do caso O acidente ocorreu no dia 25 de outubro no bairro da Raia, quando o jovem realizava uma entrega. A vítima foi atingida por um automóvel que invadiu a contramão da via. O protocolo para constatação da morte encefálica teve início na noite de terça-feira (3) e o óbito foi oficialmente atestado após a conclusão de todos os exames exigidos.
A tragedias mobilizou autoridades locais e a defesa da família, que buscam esclarecer todos os fatos. O delegado encarregado do inquérito e o advogado Davi Balbino, representante dos parentes, confirmaram a morte.
Identificação do motorista De acordo com os levantamentos iniciais, havia suspeita de que um adolescente estivesse ao volante. Contudo, o representante legal da família esclareceu que o veículo transportava quatro pessoas e era conduzido por um jovem de 18 anos, identificado como Caio Besteti Rodrigues.
A defesa de Caio Besteti Rodrigues emitiu um comunicado oficial.
“A defesa de Caio lamentou o ocorrido, manifestou solidariedade à família de Juan e afirmou que se tratou de um acidente, sem intenção de produzir o resultado. Segundo o advogado, o jovem se apresentou espontaneamente à delegacia, prestou esclarecimentos e permanece à disposição para colaborar com as investigações.”
Cobrança por justiça Por outro lado, os familiares exigem rigor na apuração dos fatos e a punição dos responsáveis pelo atropelamento que vitimou o trabalhador.
Em nota, o advogado Davi Balbino afirmou que as investigações apontam que Caio Besteti Rodrigues dirigia sem habilitação e sob efeito de álcool quando atropelou Juan Martins. Segundo a defesa da família, ele teria fugido sem prestar socorro após o acidente.
Diante da gravidade da situação, com indícios de embriaguez ao volante, ausência de habilitação e omissão de socorro, os representantes da vítima reforçam o pedido de prisão preventiva para o condutor.










