Os indicadores do setor petrolífero voltaram a agitar a economia do Norte Fluminense e reacenderam as discussões sobre a pujança dos municípios produtores. Com a cotação internacional em alta e o incremento da produção na Bacia de Campos, Macaé mantém-se no epicentro das atenções quando o tema é cadeia offshore, royalties e reflexos econômicos na região.
Informações divulgadas pela Superintendência de Petróleo, Gás, Ciência e Tecnologia de São João da Barra mostram um salto expressivo nos repasses da Participação Especial dos royalties relativos a maio de 2026. Os montantes espelham a produção verificada de janeiro a março deste ano.
Ainda que Maricá lidere o ranking fluminense, com mais de R$ 397 milhões arrecadados, municípios vinculados à Bacia de Campos também tiveram forte expansão nos recursos, alavancados pela valorização do óleo no exterior e pela movimentação operacional dos campos.
Macaé, tida como a capital brasileira do petróleo, segue como um dos polos estratégicos da atividade offshore no estado. A cidade abriga empresas segmentadas, bases logísticas, serviços navais e milhares de postos de trabalho atrelados diretamente à indústria de óleo e gás.
O fluxo financeiro proveniente dos royalties continua repercutindo intensamente no tecido econômico local, impulsionando ramos como comércio, rede hoteleira, transportes, construção civil e setor de serviços.
De acordo com o superintendente Wellington Abreu, a conjuntura global influenciou decisivamente os resultados apurados neste trimestre. As tensões geopolíticas no Oriente Médio e a pressão no mercado internacional elevaram a cotação do Brent a patamares superiores a US$ 100 em certos períodos.
“A Participação Especial é altamente suscetível à cotação do óleo, ao volume extraído e aos custos operacionais de cada empreendimento”, detalhou.
Rio das Ostras figurou entre as cidades com maior expansão proporcional no estado, registrando crescimento de 136% sobre a última cota percebida. Búzios, Cabo Frio, Casimiro de Abreu e Campos dos Goytacazes igualmente apresentaram alta robusta nos repasses.
Analistas ressaltam que os valores distribuídos oscilam segundo fatores técnicos e financeiros, abarcando volume extraído, cotações referenciais, despesas dedutíveis e regras de rateio entre entes produtores.
A despeito das instabilidades do mercado internacional, Macaé permanece consolidada como engrenagem vital do sistema energético nacional, sustentando protagonismo econômico e influência direta no progresso regional.









