Os bastidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) voltaram a se agitar nessa semana, com a indicação de que Gustavo Tutuca (PP) poderia representar a dupla UNIÃO-PP em uma eventual disputa pela presidência da Casa no ano que vem.
O nome foi ventilado como um possível candidato à presidente da Alerj nessa semana, mostrando que a Federação União Progressista, que reúne os dois partidos, UNIÃO e PP, não apoiaria a candidatura da esquerda.
Apesar de ainda não haver consenso, o nome de André Ceciliano (PT) voltou a ganhar força depois da virada histórica que resultou na reeleição do presidente Lula (PT-SP) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já até fugiu do país.
Nos primeiros dias após a eleição presidencial, corria pelos bastidores a possibilidade de UNIÃO e PP aderirem à uma eventual chapa liderada por Ceciliano, que contaria com o apoio de PT, PSD, PSB, PDT, PSOL e PCdoB.
Mas o jogo virou, a Gustavo Tutuca já parece fora da disputa pela presidência da Alerj, depois de um acordo para compor o grupo liderado pelo governador eleito Douglas Ruas (PL), que contará com apoio de 21 deputados estaduais de seu partido, a maior bancada da Casa.
Segundo a jornalista Berenice Seara, do portal Tempo Real, o acordo teria sido selado nessa sexta-feira (30), com a direito a um convite de Ruas para que Gustavo Tutuca seja o novo líder da bancada governista na Casa a partir de 2027.
Além de Tutuca, o acordo traria para a bancada governista os deputados estaduais Rafael Nobre (UNIÃO), Bruno Dauaire (UNIÃO), Rafael Picciani (UNIÃO), e Felipinho Ravis (PP), Carlinhos BNH (PP), Felipe Pampolha (PP), e Bernardo Leal (PP).
O futuro da cadeira que seria ocupada por Márcio Canella (UNIÃO), preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Unha e Carne, ainda é um mistério. Tudo depende da decisão da Justiça Eleitoral sobre a candidatura do ex-prefeito de Belford Roxo. Se ele apenas perder o mandato, assume o 1º suplente, Felipe Michel (PP).
Com as mudanças no tabuleiro da Alerj, a disputa deve ficar mesmo entre Anderson Moraes (PL), nome escolhido pela turma do partido com aval de Ruas, e André Ceciliano, que agora teria chances reduzidas de chegar à presidência.
Isso porque somando os 21 da megabancada do PL com os nove (ou oito) da dupla UNIÃO-PP, só faltariam seis (ou sete) para o partido do governo eleito chegar à maioria, lembrando a Casa conta com 70 cadeiras.









